Palavras
do Pároco

Caríssimos Irmãos e
Irmãs. Paz no Senhor!
Todos os anos e mais precisamente
no mês de agosto a Igreja celebra o mês das vocações.
É um tempo específico e oportuno para cada um de nós
dedicar parte do nosso tempo a fazer algo pelas vocações.
Gostaria de partir do princípio
de que toda a Igreja de Deus é vocacionada. Portanto você,
meu irmão e irmã, que é batizado, engajado
em algum grupo ou missão na comunidade, etc... é um
vocacionado/a e um dom precioso para a Igreja. Certamente existem
ainda alguns “mitos” que ainda estão presentes
nas nossas mentes e nos nossos corações que quando
se fala em vocação, logo se pensa no padre e na religiosa
(irmã). Isso é normal, pois reflete toda uma mentalidade
que ainda perdura na Igreja. Mas estamos caminhando e amadurecendo.
A Igreja convida a todos a pensarem
na dimensão vocacional a partir do Batismo, porque ele é
a fonte de toda vocação. Portanto, a partir deste
sacramento o cristão consagra a Cristo toda a sua vida. Consagrando
a sua vida a Cristo, ele está consagrando a sua vida para
a Igreja, pois a sua missão é evangelizar, seguindo
o mandato de Cristo: “Ide pelo mundo e anunciai o Evangelho...”
(Mc 16,15)
Hoje, quando se fala de vocação
precisa abrir os horizontes e perceber que elas vêm de um
berço precioso que é a família. Dela surgirão
os grandes vocacionados para a Igreja e para a sociedade. O futuro
da sociedade e da Igreja dependerá da experiência vivida
em família. Precisamos formar pessoas para a família,
para a sociedade... e também para Igreja. Se hoje vamos percebendo
que muitas famílias se desfazem certamente porque faltou
uma base (raízes) humana e cristã no seio daquele
lar. É na família que se faz a primeira experiência
de humanização, socialização, fé,
oração... e assim a criança se desenvolve num
clima onde os desafios da vida são enfrentados com naturalidade.
A semana da família nos convida
a pensar nas famílias das nossas comunidades. Será
um tempo importante de evangelização, de conversão,
de ir ao encontro daquelas que estão dispostas a um processo
de abertura ao Evangelho.
Se quisermos líderes de comunidades,
sacerdotes, religiosos e religiosas para a Igreja e para o mundo,
pensemos primeiro em evangelizar as famílias. Será
deste núcleo abençoado por Deus que estará
o futuro do nosso povo, da Igreja, da sociedade, etc.
Convido a todos a rezarem pelas vocações
da Igreja de Deus, suplicando ao Senhor da Messe que envie operários
para a colheita, pois “a messe é grande e os operários
são poucos” (Mt 9, 37-38).
Com um abraço fraterno,
Frei João Carlos
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