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PALAVRA DO PÁROCO
Caríssimos irmãos e irmãs da Paróquia São Peregrino, é com muita alegria que voltamos a nos encontrar nesse início de ano e início das nossas atividades paroquiais. As nossas comunidades, pastorais, serviços e movimentos, como já é praxe, iniciam os seus encontros de programação para o ano 2012. Deus abençoe cada um de vocês.
Nesse mês de fevereiro, depois dos alegres momentos do tempo de Natal, iniciaremos um tempo novo na Igreja. Dia 22 de fevereiro é Quarta-feira de Cinzas, portanto iniciaremos o tempo da Quaresma. Nesse tempo oferecido pela Igreja devemos ter presente e ser conscientes de três disposições: fomentar a conversão do coração; praticar obras de penitência (o jejum, a oração e a esmola (caridade); e não se esquecer de que a Quaresma é um tempo especial para nos aproximarmos mais de Deus, e a recomeçar nossa caminhada com Aquele que é o Caminho, Jesus.
Dentro desses objetivos que queremos alcançar nesse tempo de Quaresma, a Igreja no Brasil todos os anos nos brinda com a Campanha da Fraternidade. A Campanha da Fraternidade tem como finalidade despertar nos fiéis a solidariedade, principalmente para os problemas que afetam os setores mais débeis da nossa sociedade.
A igreja quer envolver toda a sociedade propondo-lhe duas finalidades básicas da Campanha da Fraternidade: educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, e despertar a responsabilidade de todos pela ação da igreja na evangelização e na promoção humana.
O tema da Campanha deste ano será “Fraternidade e saúde pública” e o lema “Que a Saúde se Difunda sobre a Terra (cf. Eclo 38,8)”.
A Campanha da Fraternidade, como está escrito no texto base, “Deseja assim, sensibilizar a todos sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de Saúde Pública condizente com suas necessidades e dignidade. É uma realidade que clama por ações transformadoras. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas. A Igreja, nessa quaresma, à luz da Palavra de Deus, deseja iluminar a dura realidade da Saúde Pública e levar os discípulos-missionários a serem consolo na doença, na dor, no sofrimento e na morte. E, ao mesmo tempo, exigir que os pobres tenham um atendimento digno em relação à saúde. Que ela se difunda sobre a terra, pois a salvação já nos foi alcançada pelo Crucificado”.
Essa dura realidade do SUS (Sistema Único de Saúde), ainda que inspirado em belos ideais, a da universalidade da saúde e cuja proposta é atender a todos, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade, ainda falta muito, basta nos colocarmos em uma fila, seja no posto de saúde ou nos hospitais. Lá encontraremos gente de todo tipo, idosos cansados, pais desesperados e crianças em pranto.
Meus queridos irmãos, precisamos levantar as nossas vozes e clamar aos nossos governantes que deem prioridade a saúde pública no nosso país. E rezemos também pedindo a Deus que realmente toque os nossos corações e os corações de nossos lideres, para que nos empenhemos, de fato, por um sistema único de saúde que atenda com satisfação, amor e humanamente os irmãos e irmãs menos favorecidos.
Frei Antônio Eugenio
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